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Belém e Mário de Andrade

admin | 27 de junho de 2007

Mário de Andrade, há 80 anos, já dizia sobre Belém:

(…) Porém, me conquistar mesmo a ponto de ficar doendo no desejo, só Belém me conquistou assim. Meu único ideal de agora em diante é passar uns meses morando no Grande Hotel Belém. O direito de sentar naquela terrasse em frente das mangueiras tapando o Teatro da Paz, sentar sem mais nada, chupitando um sorvete de cupuaçu, de açaí, você que conhece mundo, conhece coisa melhor do que isso, Manu? (…)

(Trecho da Carta de Mário de Andrade a Manuel Bandeira, junho, 1927).

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Pontos extremos do Brasil

admin | 19 de junho de 2007

Quando saíamos de viagem sempre falávamos muito de qual a sensação que teríamos ao final, depois de conhecer os quatro pontos extremos do Brasil, norte – sul e leste – oeste. Concluído o Amapá, onde o Oiapoque se destaca por ser um destes extremos, vamos agora falar um pouco de mitos e lendas, verdades e meias-verdades, sobre os extremos do Brasil. O termo do Oiapoque ao Chuí, comumente usado para designar os limites norte e sul do Brasil, foi recentemente abalado pelo “descobrimento” do Monte Caburaí, em Roraima. Como o Brasil foi povoado e apresenta uma grande concentração populacional no litoral, dizia-se que o Brasil ia do Oiapoque – AP (limite litoral norte) ao Chuí – RS (limite litoral sul). Observando o mapa do Brasil percebe-se que o Monte Caburaí está e sempre esteve em latitude bem mais ao norte do que o Oiapoque. A novidade mesmo é o município do Chuí, recém emancipado de Santa Vitória do Palmar-RS que ganhou sua autonomia mas, em compensação, não levou para si o título de ponto mais extremo ao sul do Brasil. A barra do rio Chuí, onde fica o Farol do Chuí pertence ainda a Santa Vitória do Palmar, onde o professor Homero Suaya Vasquez Rodrigues, natural desta cidade, vai adiante e diz sorrindo que o ponto extremo mesmo é duzentos metros rio adentro, numa curva (meandro) que rouba uma área do tamanho de um campo de futebol do Uruguai…

Arroio Chui

Arroio Chuí – 1996

Tão controversos como os limites norte e sul são os limites leste e oeste do Brasil. A história do limite leste talvez seja uma das mais curiosas. Por séculos considerou-se como o extremo leste o Cabo Branco, em João Pessoa, na Paraíba. O vento e as correntes marinhas vindas de nordeste assediaram ao longo de anos e anos aquela ponta erodindo-a e fazendo com que todo estes sedimentos
(lama e areia) viessem depositarem-se, por ironia do destino, um pouco mais à frente, na Ponta Seixas. O efeito foi simplesmente o seguinte: o Cabo Branco diminuiu e a Ponta Seixas aumentou. Como os fenômenos geomorfológicos não acontecem da noite para o dia, pode-se supor que o reinado da Ponta Seixas durará por um bom tempo!
Já a história do extremo oeste é típica de região de selva (floresta amazônica). A cabeceira do rio Moa é um lugar de difícil acesso. Para se conhecer o local é necessário ir até Cruzeiro do Sul-AC e dali enfrentar uma verdadeira expedição, daquelas em que o exército realmente tem de ir junto pois há a possibilidade de contatos tanto com a guerrilha como com narcotráfico peruano. Como não houve a possibilidade de fazer tal expedição tivemos de nos contentar com um vôo numa pequena aeronave. Mesmo assim, apesar da visão do belo Moa serpenteando em território brasileiro, ficou difícil localizar realmente o Marco 76, que baliza o extremo oeste do Brasil. Cabe ainda dizer que o município mais a oeste do Brasil não é Cruzeiro do Sul como muitos pensam, e sim Mâncio Lima – AC, fronteira com o Peru.
Na Serra do Tepequén, Roraima, que já foi uma das maiores produtoras de diamantes do Brasil, ouvimos algumas histórias de fronteiras. A mais inusitada foi a de um piloto de helicóptero que disse que os garimpeiros brasileiros refaziam a fronteira do Brasil com a Venezuela conforme os seus interesses. Ele mesmo, com o seu helicóptero, ajudou a remover alguns marcos…

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