Brasil Passo a Passo

Mostrando o Brasil para os brasileiros
  • rss
  • Início
  • O Projeto

Setiba: uma “ilha” de bem estar!

admin | 17 de fevereiro de 2008

Situado entre a Grande Vitória e Guarapari encontramos o Parque Estadual Paulo César Vinhas, mais conhecido como Parque Estadual de Setiba. São 12 km de praias, restingas, lagoas, ilhas e dunas. O parque situa-se num ponto “estrategicamente ecológico” tendo em vista as áreas extremamente urbanizadas que as circundam. Ainda com problemas de ordem jurídica, como a questão das desapropriações por exemplo, o parque vem sendo reestruturado. Em poucos lugares do Brasil pode-se estar em contato direto com uma natureza tão selvagem próxima de área tão urbana. Percorrer as trilhas e praias de Setiba é sempre uma nova e relaxante experiência.

Mabel Faria

Como diz a analista de meio ambiente e recursos hídricos Mabel Ludka de Faria, “a implantação do parque de fato pode propiciar uma “ilha” de bem estar no já bastante pressionado litoral do Espírito Santo”.

Comentários
Comentários desativados em Setiba: uma “ilha” de bem estar!
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Vitória: uma ilha acelerada!

admin | 15 de fevereiro de 2008

Moro em Vitória há cinco anos e tenho acompanhado o processo de crescimento físico da ilha e do seu entorno. Para além de uma crítica “ecológica” e oportunista sobre a ampliação de grandes projetos, da derrubada de casas quase que centenárias na Praia do Canto cedendo lugar a prédios de até 30 andares ou da cegueira pública e privada que não vê que o problema do trânsito é um problema basicamente de “quantidade no número de veículos” resolvi conversar com duas pessoas sérias e que aparentemente estavam defendendo modelos diferentes; o conservacionista versus o desenvolvimentista.

Andé Ruschi

Respeitando o ponto de vista de cada um deles e sempre levando em consideração a seriedade de suas atividades, conversei com o ecólogo André Ruschi no seu refúgio lá em Santa Cruz, município de Aracruz e também com Antônio Bispo, diretor presidente da Bristol Hotels. André Ruschi alertou que toda a problemática do aquecimento global passa por uma equação aparentemente simples: é no litoral que se resgata grande parte do carbono e também é ali que se produz o oxigênio, ou seja, o litoral e os impactos que ele sofre são de crucial importância para o futuro. Bispo, talvez menos científico e mais pragmático acredita na geração de riqueza como fonte de desenvolvimento social e econômico mas não abre mão de desenvolver-se sustentavelmente, como é a prática na sua rede de hotéis.

Comentários
Comentários desativados em Vitória: uma ilha acelerada!
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Jacaraípe das raízes e da Casa de Pedra!

admin | 12 de fevereiro de 2008

Neusso

Antes da palavra sustentabilidade já existia o Neusso, artesão que constrói suas esculturas com raízes ou composição de diversos tipos de madeiras deixadas pela natureza. Sua casa, conhecida como a Casa de Pedra, fica no alto de um morro na praia de Jacaraípe onde ele constantemente açoitado pelo vento recebe os visitantes. Tanto quanto sua bela e ecológica arte é a paz interior de Neusso, que dá ao lugar um ar de igreja, convento, mosteiro, templo…

Comentários
1 Comentários »
Categorias
Curiosidades, Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Espírito Santo: trekking no litoral norte.

admin | 9 de fevereiro de 2008

O litoral do Espírito Santo é como se fosse uma síntese do litoral brasileiro em termos geomorfológicos. Ali encontramos praticamente todos os ecossistemas, desde os mais comuns como as restingas, até belas dunas, como é o caso de Itaúnas, no extremo norte, já na divisa com a Bahia. Apesar de tão próxima dos grandes centros (SP, RJ, BH) a parte norte do litoral capixaba é uma das mais selvagens do país e por isso mesmo excelente para a prática do trekking. O ponto de partida desta caminhada é o povoado de Regência, na foz do imenso Rio Doce. Ali a base do projeto Tamar – Ibama além de nos oferecer precisas informações sobre as tartarugas marinhas pode nos proporcionar uma pousada (os preços são módicos). A primeira aventura fica por conta da travessia do Rio Doce, principalmente se ela for feita em canoa com os nativos. Do outro lado, na vila de Povoação, prepare o fôlego porque você vai passar pela Praia do Degredo (texto) e a próxima parada só no Pontal do Ipiranga. O trecho, de quase 40 km, é só para profissionais! As praias são bastante inclinadas e a areia muito grossa dificulta bastante a caminhada. Apesar das várias lagoas próximas à praia (Monsarás, por exemplo) é aconselhável levar bastante água porque a região é completamente desabitada. Para quem não conhece a região não é nada aconselhável embrenhar-se pela vegetação em busca da sede de alguma fazenda. Importante: é fundamental sair ao raiar do dia se não quiser passar uma noite dormindo na praia. Mas, ao final, todo esforço será bastante recompensado com uma cerveja geladinha e um peroá frito em Pontal do Ipiranga. Dali em diante, o clima já é de descontração, tanto que na Barra Seca encontramos a única praia de nudismo do Espírito Santo. A região é delimitada pela foz do Rio Barra Seca que forma uma espécie de lagoa na sua foz. Do alto da falésia podemos nos deliciar com o visual proporcionado pelo contraste do negro das águas da lagoa com o verde do mar. A dificuldade ali diante de tanta beleza é optar se continuamos pela praia ou se entramos por uma região de fazendas (acesso permitido). Imensas pastagens, porteiras, corrida de boi, trilhas por entre a matinha de restinga além de um café e um bom papo com os nativos são os ingredientes desta caminhada até a foz do Rio Mariricu onde encontraremos o povoado de Barra Nova. Esta pequena comunidade, habitada praticamente só por negros, é pura magia em noite de lua cheia. Mas adiante Guriri que oferecerá todas as mordomias aos que pretendem relaxar um pouco para atravessar o Rio São Mateus para então chegar a Conceição da Barra, a terra do Ticumbi, maior expressão do folclore local. Atravessando o Rio Guaxindiba e a foz artificial do Itaúnas, chegamos à vila de Itaúnas. Ali a antiga vila foi soterrada pelas imensas dunas que dominam o local. A paisagem é belíssima! A criação do Parque Estadual de Itaúnas em 1991 foi fundamental para conscientizar turistas e moradores no que diz respeito à preservação da região. Hoje, Itaúnas convive tanto com o forró que vira a noite como também com solitários praticantes do trekking que vão a pé até o Riacho Doce, divisa do Espírito Santo com a Bahia.

Comentários
Comentários desativados em Espírito Santo: trekking no litoral norte.
Categorias
Diário de Bordo, Dicas
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Regência das tartarugas e do Caboclo Bernardo!

admin | 7 de fevereiro de 2008

Regência

A vila, localizada na foz do rio Doce, já foi famosa pelos contínuos massacres que as tartarugas marinhas sofriam quando ali vinham desovar. Depois de um árduo trabalho de conscientização desenvolvido pelo Projeto TAMAR-IBAMA, tendo a frente os incansáveis Joca e Luciana, hoje a vila é conhecida pelo sério trabalho de geração de renda e educação ambiental como também pela animação de suas festas populares. A história mais bonita da vila é a do Caboclo Bernardo que no ano de 1887 também na foz do rio Doce salvou 28 marinheiros de um naufrágio usando apenas sua força física, ou seja, os braços para enfrentar as ondas. Carlinhos Profeta é um dos nossos grandes amigos que resolveu migrar para a paz de Regência e que agora nos contempla com a boa música e a alegria que sempre acompanham as festas da vila.

Comentários
Comentários desativados em Regência das tartarugas e do Caboclo Bernardo!
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Conceição da Barra e a fúria do Mar!

admin | 5 de fevereiro de 2008

Erosão em Conceição da Barra

Bastante conhecida pelo barulhento carnaval que lota suas ruas todos os anos a cidade se vê agora com um grande problema. O mar está levando não só suas praias mas em determinados locais, como a Bugia, o bairro inteiro. Casas de pescadores, veranistas, comércio, tudo desaparecendo na espuma das ondas. O porquê, como nos explica o Alemão, www.barranoticiasonline.com.br, dono de uma barraca na praia, se encaixa na mesma teoria do Seu Toinho, lá de Penedo, no rio São Francisco. O desmatamento fez com que os rios ficassem assoreados, ou seja, cheios de areia, daí as águas já não chegam com tanta força ao mar permitindo então que este avance sem resistência destruindo praias e edificações.

Comentários
1 Comentários »
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Itaúnas: forrós e espiritualidade…

admin | 2 de fevereiro de 2008

Itaúnas

Itaúnas também pode ser considerada, assim como Trancoso, Canoa Quebrada, Pipa etc. uma destas pérolas do litoral que sofreram uma série de mudanças ao longo das últimas três décadas. A vila tem um significado especial para nós porque foi ali que em 1985 eu e Canário nos conhecemos e demos início a vários projetos, inclusive uma caminhada de Itaúnas até Porto Seguro em 1993.

Julio

Dos vários personagens que apresentamos a seguir, um que se encontra totalmente na ativa é o nosso velho amigo Júlio, o primeiro “estrangeiro” a chegar e morar em Itaúnas lá pelos idos de 1979. Detalhe, eu fui o segundo! Hoje, nosso anfitrião vive regendo a Nave, como chama a sua pousada, e tratando das coisas espirituais. Júlio é uma das figuras mais influentes na história do Santo Daime que pratica até hoje, tendo inclusive a façanha de ter esculpido as portas do Templo, lá no longínquo Mapiá, no Amazonas. Ainda hoje, fora de temporada, é possível respirar espiritualidade pelas ruas de grama da ainda pacata e sonolenta Itaúnas.

Itaúnas do Espírito Santo…

Conheci a Vila de Itaúnas em 1980, por puro e simples acaso, quando alguns amigos de Vitória convidaram-me para passar o carnaval numa praia de Conceição da Barra, a 8 km da divisa com a Bahia. Foi amor à primeira vista! Na década anterior a antiga Vila de Itaúnas havia sido coberta pelas dunas num fenômeno muito interessante. A vegetação que circundava a vila foi cortada o que fez com que os fortes ventos que ali sopram cobrisse a cidade de areia. Este “desastre ecológico”, de certa forma, acabou beneficiando a Itaúnas de hoje, já que grande parte dos turistas vão lá para ver a cidade soterrada. O que causa uma tremenda decepção, no princípio, porque eles chegam lá e perguntam. Onde esta a cidade soterrada? Ao que os nativos prontamente respondem. Ora, embaixo das dunas… Em 1980 não havia água encanada, luz elétrica ou pousadas. Nem mesmo os nativos tinham o costume de hospedar as pessoas. Mas a amabilidade do povo de Itaúnas era tão forte que ninguém ficava sem lugar para dormir. Nós tivemos o privilégio de ficar hospedados na escolinha velha. Muitas vezes, pela manhã, acordávamos sob o olhar admirado das crianças que vinham nos bisbilhotar nas janelas. Os bares ainda eram poucos; Manoel, Naelson e Antero. O bar do Antero era o mais rústico, apenas uma casinha de adobe onde se vendia cipó-cravo (cachaça típica da região) sempre e às vezes cerveja. Mas era um dos mais freqüentados, porque era ali que aconteciam os forrós mais animados. Sob a lua cheia soava a sanfona de Tulinho, os pandeiros de Paulo e Arnaldo, o violão de Valdemir além do reco-reco que ia de mão em mão. Havia um tronco que ia de uma porta a outra do bar onde todos ficavam agarrados, bebendo, conversando e logo namorando. Apelidamos o tronco de “pau do Antero” e não havia aquele que fosse a Itaúnas naqueles tempos que não pegasse no “pau do Antero”. Entre as dunas na beira da praia, onde esta enterrada a Itaúnas velha e a nova Itaúnas esta o rio Itaúnas (ita-pedra, una-negra) de águas negras, porém límpidas. Como não havia ponte a travessia tanto da população nativa como dos turistas era feita por canoa. O melhor canoeiro da época foi o Valmirzão, um caboclo de  1.90 de altura que trabalhava das 6 da manhã às 6 da tarde levando passageiros e mercadorias. Tomava uma garrafa de cachaça por dia mas no vigor da sua juventude e no esforço diário queimava esta energia muito bem. Depois que fizeram a ponte Valmirzão perdeu o seu ofício de canoeiro e já então o litro de cachaça começou a prejudicá-lo. Passou por momentos difíceis, na sarjeta, mas com a ajuda dos amigos, hoje se pode vê-lo vindo do mar cruzando as dunas sob o forte calor de janeiro trazendo seu peixe para casa com um belo sorriso no rosto. Outro personagem folclórico de Itaúnas era o Seu Tamandaré, que por amor ou teimosia, vivia do outro lado do rio brigando com as dunas. Atravessávamos o rio de canoa e íamos a pé pelo caminho do Tamandaré. Lá sentávamos próximos a uma farinheira e então tinha início o banquete tropical que quase sempre começava com a água de coco, depois a melancia, o abacaxi e às vezes a cana. Muitos tinham de pensar duas vezes para prosseguir até a praia. O Tamandaré nos deliciava tanto com o banquete (ele nunca sabia dizer o quanto era a despesa) como com suas histórias, os causos. Dali até a praia tínhamos de atravessar ainda um corredor entre as dunas aonde o vento não chegava e o calor era insuportável. Do lado de cá, na vila, ficavam os nativos mais velhos, debaixo de uma cabana coberta por palha de coco sob o forte sol de janeiro, deliciando-se com os turistas menos avisados que davam verdadeiros urros de terror quando pisavam nas areias escaldantes. A nova Itaúnas já mudou bastante nestes últimos 28 anos. Mas a velha prática de ir para as dunas no final da tarde para ver o pôr do sol não. Nos dia de lua cheia um espetáculo inesquecível! A oeste o sol se pondo, tendo a contra luz cavalos que pastavam nos brejos imensos próximos ao rio. A leste, a imensa lua cheia nascendo no mar. Num determinado momento pode-se estar entre o dia e a noite e aí sim, extasiados, voltar para Itaúnas energizados para mais uma noite de forró. Não mais no “pau do Antero”, como antigamente, mas agora no Buraco do Tatu, de propriedade do Tatu, seu neto…

Itaúnas além das dunas…

Conheci Itaúnas há 28 anos atrás quando o único bar do local era a palhoça do Manoel Nogueira. Como não havia luz a cerveja era conservada em caixas de isopor com gelo. Era comum o Seu Manoel ir dormir e nós ficávamos tomando cerveja e jogando conversa fora nas noites de lua. Pela manhã ele contava os cascos e apresentava a conta. Foi ali que conheci Canário em 1985 e onde vários projetos surgiram. A vila tornou-se famosa devido a um desastre ecológico. Houve um corte descontrolado da vegetação em torno da cidade e os fortes ventos fizeram com que enormes dunas cobrissem a cidade lentamente. Aos poucos as pessoas foram cruzando o rio e construindo a nova Itaúnas. Isto foi na década de 70. Hoje Itaúnas tem água, luz, pousadas, restaurantes, uma base do Projeto TAMAR além de sediar o Parque Estadual de Itaúnas. Mas a vila é conhecida nacionalmente como a terra do forró. É comum no verão ou mesmo no mês de julho ver grupos de jovens universitários vindos de São Paulo e Belo Horizonte principalmente, invadir Itaúnas para deliciar-se no Buraco do Tatú até o raiar do dia embalados pela xiboquinha (bebida típica da região). Itaúnas como vários “paraísos” do litoral do Brasil tipo Jericoacoara, Trancoso, Búzios, etc, mudou. Muita gente que visita a vila não imagina a quantidade de histórias e personagens que a vila produziu. Muitas destas pessoas faleceram como o Antero, Reivilzinho, Zico, Delmira. Cada um deles daria um livro. Mas, ainda hoje podemos conversar com alguns deles. Dona Tidú pode ser considera a madrinha da vila, já que todos ali passaram pelas suas mãos ao nascer. A maior parteira de Itaúnas é uma senhora negra e forte de cerca de 80 anos que não economiza palavras, conversar é com ela mesma. Fala sobre tudo, principalmente das ervas medicinais da qual é grande conhecedora. O que mais impressiona na Tidú é que enquanto ela esta conversando sempre passa um ou outro para lhe pedir um conselho, tomar a benção ou simplesmente ficar ali parado ouvindo suas histórias. É uma líder nata. Ela aproveita também sempre para mandar um “moleque”, um dos seus afilhados, ir à venda comprar alguma coisa.
Outros dois personagens centrais de Itaúnas são o Sr. Dodo e o mestre Antero, já falecidos. Este último era considerado o líder espiritual da vila. Grande contador de histórias era o maior incentivador do Ticumbi, manifestação folclórica que representa a luta de mouros e cristãos encenada a mais de três séculos. O Sr. Dodo era considerado o habitante mais bem humorado de Itaúnas. Gostava de carnaval, dançar, cantar, mas sua maior diversão mesmo era sacanear os outros. Eram brincadeiras leves, pegadinhas, sinalização para futuras amizades. Estas duas famílias são proprietárias de bares em pontos extremos da vila. De um lado esta o Paulo, filho do Antero, vascaíno doente e diretor do Itaúnas Futebol Clube. Do outro esta o Naelson, filho do Dodo, flamenguista doente. Eu e Canário que somos vascaínos doentes freqüentamos os dois bares, mas confesso que um dos maiores prazeres do mundo é tomar uma cerveja no Naelson quando o Flamengo perde. Suas explicações “técnicas” sobre a derrota são hilárias. Além disto, o bar do Naelson talvez seja o último de Itaúnas onde os pescadores nativos ainda se reúnem para tomar uma cachacinha e colocar os papos em dia. Ali podemos encontrar o Mestre Didi, pescador que até os 47 anos de idade era titular na ponta direita do Itaúnas Futebol Clube. São pessoas simples, a alma da velha Itaúnas, talvez os últimos que viveram e podem relatar as histórias da Itaúnas engolida pelas areias. Nestes 28 anos acompanhei todo o processo de mudança da vila. A chegada da luz e da televisão foi impactante. Depois a instalação do Parque Estadual e a consciência ecológica. Por último o boom das pousadas e restaurantes. Muita coisa mudou para a população de Itaúnas, e para melhor sem dúvida. Quem visitar Itaúnas com certeza vai deliciar-se com suas águas mornas, com o belo pôr do sol visto das dunas, com a moqueca da Teresa, e claro, com o forró lá no Buraco do Tatú. Mas se possível, passe uma tarde no bar do Naelson sem fazer nada , só olhando, observando as pessoas. Quem sabe se voce também não encontra com a Tidú pela rua e receba uma receita de chá ou, com sorte, algum conselho. Com certeza ela não vai cobrar…

Comentários
Comentários desativados em Itaúnas: forrós e espiritualidade…
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Ponta de Areia: música, cinema e caranguejo!

admin | 25 de janeiro de 2008

Ponta de Areia

Todos, de uma forma ou outra, já ouviram falar de Ponta de Areia. Lembram da música do Milton Nascimento: “Ponta de Areia, ponto final, da Bahia a Minas, estrada natural, que ligava Minas, ao Porto ao Mar, caminhos de ferro, mandaram arrancar.” O lugar que parou no tempo depois que a estrada de ferro foi desativada tem no Gudi, outro velho conhecido que sempre nos recebe de braços abertos, seu principal personagem. No seu bar, restaurante, mercearia e locadora de vídeos (Gudi é apaixonado por cinema!) almoçamos na dona Isabel, cujo restaurante é dentro de sua própria casa. Ponta de Areia nos dá sempre a esperança de um mundo melhor, pois está, surpreendentemente bem e tranqüila, há décadas.. Na Barra de Caravelas conversamos com algumas senhoras pescadoras de siri e todas reclamaram da falta de peixe e mariscos, e que os caranguejos já quase não existem mais.

Comentários
Comentários desativados em Ponta de Areia: música, cinema e caranguejo!
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Caravelas e as pressões nos Abrolhos…

admin | 20 de janeiro de 2008

Caravelas

Caravelas possui um belo casario herdado de um passado rico, fruto da localização estratégica de seu porto por onde circulavam mercadorias idas e vindas do interior da Bahia e Minas Gerais. Na sede do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos fomos visitar e conversar com o Marcello Lourenço, diretor do Parque e velho conhecido. Marcelo nos contou das dificuldades e da pressão que sofre devido à descoberta de petróleo e gás natural bem abaixo dos domínios do Parque Marinho. Além disto, qrandes empresas se instalaram na região, como Aracruz Celulose, que trouxe um fluxo muito grande de pessoas, veículos e navios, deixando a região vulnerável pois o ecossistema marinho (como sempre) é muito frágil (e é mesmo) e se não tivermos muito cuidado todo este patrimônio natural pode se perder.

Comentários
Comentários desativados em Caravelas e as pressões nos Abrolhos…
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

Barra do Caí e Cumuruxatiba precisando de mais cuidado…

admin | 15 de janeiro de 2008

Barra do Caí

Agora o objetivo era ir até Barra do Caí onde estivemos há 10 anos atrás e visitamos a foz do Rio Caí, lugar belíssimo, onde criaram o Museu Aberto do Descobrimento. Não gostamos muito do que vimos, percebemos a ação predadora do homem, sem uma reflexão antes de se explorar economicamente o local. Passamos por Cumuruxatiba e tivemos a mesma sensação que na Barra do Caí, o velho pontilhão utilizado para a extração de areia monazítica que poderia se transformar em verdadeira atração turística já não existe mais e a também anda abandonada.

Comentários
Comentários desativados em Barra do Caí e Cumuruxatiba precisando de mais cuidado…
Categorias
Diário de Bordo
Comentários RSS Comentários RSS
Trackback Trackback

« Entradas Anteriores Próximas Entradas »

Posts recentes

  • Gestação e parto! Começar e terminar!
  • Serviço – Rio Grande do Sul
  • Porque Cassino?
  • Uma praia, várias praias…
  • O faroleiro Babi e outras histórias…

Comentários

  • André Azambuja em Praia do Cassino: a maior praia do mundo!
  • nartalia em Rio Grande do Sul: litoral de poucos rios…
  • Flávius M. A. M. Castro em Chuva, lama e solidariedade
  • lucas em Jacaraípe das raízes e da Casa de Pedra!
  • Jennifer-Tool em Ilha Grande: natureza selvagem bem preservada!

Arquivos

  • maio 2008
  • abril 2008
  • março 2008
  • fevereiro 2008
  • janeiro 2008
  • dezembro 2007
  • novembro 2007
  • outubro 2007
  • setembro 2007
  • agosto 2007
  • julho 2007
  • junho 2007

Categorias

  • Curiosidades
  • Diário de Bordo
  • Dicas
  • Vídeos

Meta

  • Acessar
  • Feed de posts
  • Feed de comentários
  • WordPress.org
rss Comentários RSS valid xhtml 1.1 design by jide powered by Wordpress get firefox