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Serviço – Amapá

admin | 20 de junho de 2007

Macapá

Hotelaria

Ceta Ecotel (ver vídeo)
End.: Rua do Matadouro, 640 – Fazendinha
fone:(96) 3227-3396
e-mail: turismoambiental@terra.com.br
www.cetahotel.com.br

Marabaixo Hotel
End.: Rua Cândido Mendes, 340 – Centro
fone: (96) 3223-2157
e-mail: marabaixohotel@uol.com.br

Restaurantes

Dedeca’s Bar e Restaurante
End.: Rua Beira Rio, 842 – Orla Santa Inês
fone: (96) 3224-1296 9963-1296

Flora Restaurante
End.: Rodovia Salvador Diniz, 1370 – Santana
fone: (96) 3283-2858

Sorveteria Doce Mão (ver dica)
End.: Av. Maranhão, 219 – Pacoval
fone: (96) 223-3559

Calçoene

Hotelaria

Hotel Tarumã Eco Turismo
End.: Rua João Anástacio dos Santos, 708 – Centro
fone: (96) 3423-1278

Restaurantes

Restaurante Regional
Rua João Anastácio dos Santos, 203 – Centro
fone: (96) 3423-1387

Oiapoque

Hotelaria

Hotel bar e restaurante Ilha do Sol
End.: No meio do Rio Oiapoque

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Praias do Amapá

admin | 17 de junho de 2007

Praia do Goiabal

O litoral do Amapá tem quase 700 km de extensão e apenas três “praias”: Fazendinha, Boca do Inferno e Goiabal, segundo o Guia de Praias 4 Rodas. A da Fazendinha fica a 13 km de Macapá e é considerada praia porque abriga certa infraestrutura de lazer para receber principalmente a população de Macapá. Pode ser considerada uma praia fluvial, já que recebe mais a influência do Amazonas do que propriamente do Atlântico. As outras duas, Boca do Inferno e Goiabal, ficam bem mais ao norte, na ilha de Maracá e Calçoene respectivamente. A grande verdade é que no Amapá não existem praias, se formos definir praias como aquelas faixas de areias banhadas pelo Atlântico, com vegetação quase sempre de restinga ou de coqueiros, com barraquinhas de sol onde as pessoas tomam sua cerveja e pegam um bronzeado, ou seja, a eterna praia que habita o inconsciente coletivo da maioria dos brasileiros. Resumindo: Ipanema! O litoral do Amapá recebe a influencia não só do maior rio do mundo, o Amazonas, mas também do Araguari, onde acontece o internacionalmente conhecido fenômeno da pororoca como também do Oiapoque, já na divisa com a Guiana Francesa. Para conhecer de fato o litoral do Amapá só há uma alternativa, de avião. Saímos de Macapá (era 1997) num pequeno avião em direção a Calçoene acompanhando a linha da costa e foi então que pudemos comprovar ser impossível caminhá-lo. O Amazonas, que avança mar adentro, deposita seus sedimentos, lama e restos de vegetação, ao longo deste litoral, tornando impossível percorrê-lo. O piloto do avião brincava conosco dizendo que quem quisesse caminhar por ali deveria levar um chapéu. Assim quando a equipe de resgate chegasse ao local poderia localizar onde o andarilho havia afundado. Mesmo de barco é difícil conhecer este litoral. Manoel Português, grande navegador, nos havia dito que este litoral é perigoso por vários motivos; muita lama e bancos de areia que podem fazer o barco encalhar, aliado às fortes correntezas, além da grande amplitude de maré (4 metros) que pode pegar o navegador desprevenido. Fomos seguindo basicamente a linha da costa até atingir a ilha de Maracá, uma Estação Ecológica. Vez por outra fazíamos um vôo mais raso e manadas de búfalos se dispersavam com o ronco dos motores. Finalmente chegamos à temerosa Boca do Inferno, local tão desabitado como todo o trajeto que havíamos feito até então. Até o momento podíamos comprovar: “No Amapá não tem praia!”, mais um pouco e chegamos a Calçoene, onde pousamos. Antes, aproveitamos para fazer umas imagens da “praia” do Goiabal. Uma espécie de colônia de férias a 23 km de Calçoene por estrada de terra. No “aeroporto”, campo de pouso de Calçoene, fomos deixados pelo piloto que tinha de retornar para Macapá. Esperamos por cerca de meia hora até que apareceu uma Toyota vermelha com o prefeito e um assessor. Fomos recebidos com entusiasmo pelas autoridades que nos convidaram para entrar e seguir para Calçoene. Na boleia, ao meu lado, uma “12”! Perguntei se era para matar onça ao que o prefeito respondeu: “Sim, para matar onça que anda em pé”. Dia seguinte voltamos para o Goiabal de carro para ver de perto a “praia”. O prefeito de Calçoene na época, pernambucano, concordou plenamente conosco de que Goiabal não podia ser considerada uma praia, levando em consideração os conceitos do “ao sul do Equador”, e que elas não existiam no Amapá. Durante o vôo percebemos também que o Amapá além da floresta amazônica comporta uma variedade de ecossistemas, todos eles muito bem preservados: mangues, cerrados, campos, além de charcos e alagados que lembram o pantanal. Polêmicas sobre se existem ou não praias no Amapá a parte, esta variedade de ecossistemas faz deste estado e seu povo alegre e acolhedor um lugar exuberante onde o turismo ecológico, científico, de aventura e educacional têm grande potencial.

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Oiapoque: uma ilha e um parque

admin | 14 de junho de 2007

Oiapoque

Pela terceira vez no Oiapoque pudemos observar como a cidade havia mudado, e para melhor. Um prefeito bem intencionado, tendo como parceiros instituições como o Sebrae e o IBAMA, faz uma cidade mais dinâmica e consciente, assim como são os exemplos de dona Valéria, seu Francisco e o Marcos.

Ilha do Sol

A ilha

Imagine uma catarinense que vai para Rondônia, conhece um mato-grossense e se casa no Acre, vai para o Oiapoque e mora numa pequena ilha no meio do rio Oiapoque, divisa do Brasil com a Guiana Francesa, onde cabe apenas uma casa e um quintal… este casal existe e ela se chama Valéria e ele Francisco.

Ilha do Sol

A casa parece um barco e a varanda onde as pessoas se reúnem para comer, beber e conversar o convés, onde o terrível Urtiga, o gatinho de estimação do casal, tudo controla. Consideramos os dois os “primeiros brasileiros” encontrados pelo nosso projeto. Eles simbolizaram também para nós a tolerância, já que a Valéria é uma branca descendente de italianos e Francisco um mulato, talvez com sangue negro e índio. Os dois, agora com os filhos já criados vivem depois de 32 anos de casados, uma eterna lua de mel na sua Ilha do Sol.

Casal

A pousada é freqüentada basicamente por europeus (franceses principalmente) e na ilha estão plantadas árvores com raízes longas e fortes que “seguram” a terra, já que a erosão ali é intensa devido à correnteza do rio. Além do exemplo de tolerância, Francisco e Valéria mostram na prática o que estes “primeiros brasileiros” fazem em prol do meio ambiente. Basta dar uma volta pelo quintal e ver sacos com o lixo separado que será levado para ser reciclado.

Marcos

O parque

Marcos é um engenheiro eletrônico de Ituiutaba, cidade do Triângulo Mineiro, que trabalhava na CEMIG e que por puro idealismo veio com a família para o Oiapoque para administrar o PNCO – Parque Nacional do Cabo Orange, uma das unidades de conservação com maior dificuldade de acesso do Brasil. Marcos nos conta: “Essa região possui uma rica diversidade biológica e já desempenhou um destacado papel na história brasileira. Representa, através do seu litoral recoberto de manguezais, um grande berçário para as diversas espécies de peixes e aves, sendo que suas florestas abrigam uma variada flora e fauna, podendo existir espécies ainda desconhecidas”. Agora, com o IBAMA bem estruturado começa de fato um trabalho com as comunidades que interagem com o parque, como por exemplo a Vila de Cunani, último vestígio da República Independente de Cunany, que entre 1883 e 1902 tentou ser independente tanto da França como do Brasil, inclusive possuindo moeda e bandeira próprias. Este trabalho junto às comunidades vai ser fundamental para que o PNCO possa receber turistas do Brasil e do mundo de uma forma que fauna, flora e as próprias comunidades não sejam ameaçadas e descaracterizadas.

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Chuva, lama e solidariedade

admin | 14 de junho de 2007

Atoleiro

Até Calçoene a viagem foi tranqüila mas as surpresas até o Oiapoque, já que o inverno (chuvas) estava vigorando, não iam tardar. Estávamos numa camionete tracionada guiada pelo Dílson, motorista experiente e nosso DJ particular. O repertório ia de Evaldo Braga ao tecno – brega de Belém e Macapá. Logo nos primeiros 30 km nos deparamos com um imenso atoleiro onde uma carreta tanque carregada estava atravessada no meio da pista impedindo a passagem. Carros iam chegando e pessoas se aproximando para “analisar” a situação e claro, cada um dar o seu palpite sobre a situação. Ouve a tentativa de travessia de uma camionete mas também esta ficou presa na lama. O caos e a impotência tomavam conta de todos. Mesmo assim era bonito ver como as pessoas, nessa situação de quase tragédia, se ajudavam, eram solidárias. Eram homens, mulheres e crianças descalços e com os pés cheios de lama tirando paus ou colocando pedras na tentativa de ajudar a família que estava dentro da camionete atolada. Quando caiu uma forte e passageira chuva, como é normal nesta época, oferecemos nossa camionete para uma senhora e suas crianças. Havia também trocas de alimentos como biscoitos, frutas e água. A energia era tão boa que logo chegou um trator que removeu a carreta como se fosse um brinquedo e todos puderam passar e seguir o seu caminho. Entramos no carro embarreados e na certeza de que além de observar e registrar, estávamos também interagindo com os brasileiros.

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