{"id":20,"date":"2007-06-16T20:41:02","date_gmt":"2007-06-16T23:41:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brasilpassoapasso.com.br\/blog\/?p=14"},"modified":"2007-06-16T20:41:02","modified_gmt":"2007-06-16T23:41:02","slug":"estradas-barra-pesada","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.brasilpassoapasso.com.br\/?p=20","title":{"rendered":"Estradas barra pesada"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.brasilpassoapasso.com.br\/images\/images_blog\/Atoleiro001.jpg\" title=\"Atoleiro\" alt=\"Atoleiro\" height=\"240\" width=\"360\" \/><\/p>\n<p>As estradas no Brasil merecem um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Primeiro vem a velha pergunta do por que optamos por elas e n\u00e3o pelo transporte ferrovi\u00e1rio e fluvial. Depois porque mesmo considerando-se as asfaltadas, ainda assim temos de falar na aventura de percorr\u00ea-las. Certas estradas, como a BR-070 e a<br \/>\nBR-158 no Mato Grosso estariam, em alguns trechos, bem melhores se n\u00e3o estivessem asfaltadas tal a quantidade de buracos, verdadeiras crateras ao longo da \u201cpista\u201d.<\/p>\n<p>Veja a lista das estradas mais barra pesada do Brasil (algumas delas, como Inferno e Corvo Branco, j\u00e1 foram asfaltadas, outras sofreram a opera\u00e7\u00e3o tapa-buraco):<\/p>\n<p>1-Porto Velho &#8211; Manaus \u2013 RO\/AM<br \/>\n2-Rio Branco &#8211; Cruzeiro do Sul \u2013 AC<br \/>\n3-Transpantaneira &#8211; MT<br \/>\n4-Inferno &#8211; RS<br \/>\n5-Chu\u00ed &#8211; Cassino &#8211; RS<br \/>\n6-Corvo Branco &#8211; SC<br \/>\n7-Jalap\u00e3o &#8211; TO<br \/>\n8-Raso da Catarina &#8211; BA<br \/>\n9-Barreirinhas -Tut\u00f3ia &#8211; MA<br \/>\n10-Serra da Capivara &#8211; PI<\/p>\n<p><strong>Um relato sobre a vencedora: Porto Velho \u2013 Manaus.<\/strong><\/p>\n<p>E a campe\u00e3! Foi a estrada mais barra pesada do Brasil que vimos durante toda a viagem. Se voc\u00ea informar-se antes com certeza n\u00e3o vai, j\u00e1 que todos dir\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel faz\u00ea-la. \u00c0 medida que fomos chegando pr\u00f3ximos a Humait\u00e1, j\u00e1 no Amazonas, o trauma foi diminuindo e come\u00e7amos a achar que daria. Quem poderia imaginar que algu\u00e9m pudesse construir uma rodovia de 880 km ao lado do rio Madeira, em plena floresta amaz\u00f4nica e o que \u00e9 mais impressionante, totalmente asfaltada&#8230; Isto aconteceu no regime militar&#8230; Mas a verdade \u00e9 que a estrada foi constru\u00edda e teve seus momentos de prosperidade como podem comprovar os v\u00e1rios postos de gasolina e hot\u00e9is abandonados. O in\u00edcio da decad\u00eancia como conta o seu Adonis foi quando a estrada ficou danificada e merecia reparos. Ent\u00e3o fizeram una verdadeira opera\u00e7\u00e3o de guerra extraindo trechos imensos do asfalto para ser recuperado, s\u00f3 que nunca mais apareceu algu\u00e9m para terminar o servi\u00e7o. As conseq\u00fc\u00eancias s\u00e3o previs\u00edveis, nas primeiras chuvas (outubro &#8211; mar\u00e7o) as fortes tempestades tropicais (quase equatoriais) acabaram com a estrada e ela come\u00e7ou a ficar invi\u00e1vel f\u00edsica e economicamente. Foi ent\u00e3o que se descobriu a p\u00f3lvora, ou seja, o transporte de mercadorias voltou a ser feito pelo s\u00e1bio e pregui\u00e7oso Madeira. Hoje ela n\u00e3o esta completamente abandonada porque a Eletronorte mant\u00e9m pontes prec\u00e1rias j\u00e1 que precisa inspecionar torres de alta tens\u00e3o. Por\u00e9m, como pudemos comprovar, caminh\u00e3o n\u00e3o passa! Nossa Toyota correu muito perigo, mas passamos. Durante todo o trajeto encontramos apenas tr\u00eas kombis que traziam mercadorias de Manaus e mais nada. Levamos tr\u00eas dias para fazer o trajeto e numa destas noites passamos com o seu Adonai que nos relatou as noites de solid\u00e3o por aquelas bandas. Dizia que a estrada era t\u00e3o deserta que era comum ver on\u00e7as vagando \u00e0 noite. Apesar de desertas durante o dia causavam um espet\u00e1culo pouco comum, quando \u00e0s vezes sa\u00edamos da floresta e encontr\u00e1vamos trechos ainda intactos de, imaginem, asfalto! Esta paisagem novamente era convulsionada pela vis\u00e3o de tubos imensos que haviam sido destru\u00eddos pelas tempestades. Sem d\u00favida alguma a BR-319 foi a estrada mais barra pesada percorrida por n\u00f3s ao longo dos 100 mil km de Projeto Brasil 2 Mil (de 08 dezembro de 1998 a 22 de abril de 2000).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As estradas no Brasil merecem um cap\u00edtulo \u00e0 parte. Primeiro vem a velha pergunta do por que optamos por elas e n\u00e3o pelo transporte ferrovi\u00e1rio e fluvial. 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