{"id":21,"date":"2007-06-17T20:44:47","date_gmt":"2007-06-17T23:44:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brasilpassoapasso.com.br\/blog\/?p=15"},"modified":"2007-06-17T20:44:47","modified_gmt":"2007-06-17T23:44:47","slug":"praias-do-amapa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.brasilpassoapasso.com.br\/?p=21","title":{"rendered":"Praias do Amap\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.brasilpassoapasso.com.br\/images\/images_blog\/Goiabal002.jpg\" title=\"Praia do Goiabal\" alt=\"Praia do Goiabal\" height=\"240\" width=\"360\" \/><\/p>\n<p>O litoral do Amap\u00e1 tem quase 700 km de extens\u00e3o e apenas tr\u00eas \u201cpraias\u201d: Fazendinha, Boca do Inferno e Goiabal, segundo o Guia de Praias 4 Rodas. A da Fazendinha fica a 13 km de Macap\u00e1 e \u00e9 considerada praia porque abriga certa infraestrutura de lazer para receber principalmente a popula\u00e7\u00e3o de Macap\u00e1. Pode ser considerada uma praia fluvial, j\u00e1 que recebe mais a influ\u00eancia do Amazonas do que propriamente do Atl\u00e2ntico. As outras duas, Boca do Inferno e Goiabal, ficam bem mais ao norte, na ilha de Marac\u00e1 e Cal\u00e7oene respectivamente. A grande verdade \u00e9 que no Amap\u00e1 n\u00e3o existem praias, se formos definir praias como aquelas faixas de areias banhadas pelo Atl\u00e2ntico, com vegeta\u00e7\u00e3o quase sempre de restinga ou de coqueiros, com barraquinhas de sol onde as pessoas tomam sua cerveja e pegam um bronzeado, ou seja, a eterna praia que habita o inconsciente coletivo da maioria dos brasileiros. Resumindo: Ipanema! O litoral do Amap\u00e1 recebe a influencia n\u00e3o s\u00f3 do maior rio do mundo, o Amazonas, mas tamb\u00e9m do Araguari, onde acontece o internacionalmente conhecido fen\u00f4meno da pororoca como tamb\u00e9m do Oiapoque, j\u00e1 na divisa com a Guiana Francesa. Para conhecer de fato o litoral do Amap\u00e1 s\u00f3 h\u00e1 uma alternativa, de avi\u00e3o. Sa\u00edmos de Macap\u00e1 (era 1997) num pequeno avi\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o a Cal\u00e7oene acompanhando a linha da costa e foi ent\u00e3o que pudemos comprovar ser imposs\u00edvel caminh\u00e1-lo. O Amazonas, que avan\u00e7a mar adentro, deposita seus sedimentos, lama e restos de vegeta\u00e7\u00e3o, ao longo deste litoral, tornando imposs\u00edvel percorr\u00ea-lo. O piloto do avi\u00e3o brincava conosco dizendo que quem quisesse caminhar por ali deveria levar um chap\u00e9u. Assim quando a equipe de resgate chegasse ao local poderia localizar onde o andarilho havia afundado. Mesmo de barco \u00e9 dif\u00edcil conhecer este litoral. Manoel Portugu\u00eas, grande navegador, nos havia dito que este litoral \u00e9 perigoso por v\u00e1rios motivos; muita lama e bancos de areia que podem fazer o barco encalhar, aliado \u00e0s fortes correntezas, al\u00e9m da grande amplitude de mar\u00e9 (4 metros) que pode pegar o navegador desprevenido. Fomos seguindo basicamente a linha da costa at\u00e9 atingir a ilha de Marac\u00e1, uma Esta\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica. Vez por outra faz\u00edamos um v\u00f4o mais raso e manadas de b\u00fafalos se dispersavam com o ronco dos motores. Finalmente chegamos \u00e0 temerosa Boca do Inferno, local t\u00e3o desabitado como todo o trajeto que hav\u00edamos feito at\u00e9 ent\u00e3o. At\u00e9 o momento pod\u00edamos comprovar: \u201cNo Amap\u00e1 n\u00e3o tem praia!\u201d, mais um pouco e chegamos a Cal\u00e7oene, onde pousamos. Antes, aproveitamos para fazer umas imagens da \u201cpraia\u201d do Goiabal. Uma esp\u00e9cie de col\u00f4nia de f\u00e9rias a 23 km de Cal\u00e7oene por estrada de terra. No \u201caeroporto\u201d, campo de pouso de Cal\u00e7oene, fomos deixados pelo piloto que tinha de retornar para Macap\u00e1. Esperamos por cerca de meia hora at\u00e9 que apareceu uma Toyota vermelha com o prefeito e um assessor. Fomos recebidos com entusiasmo pelas autoridades que nos convidaram para entrar e seguir para Cal\u00e7oene. Na boleia, ao meu lado, uma \u201c12\u201d! Perguntei se era para matar on\u00e7a ao que o prefeito respondeu: \u201cSim, para matar on\u00e7a que anda em p\u00e9\u201d. Dia seguinte voltamos para o Goiabal de carro para ver de perto a \u201cpraia\u201d. O prefeito de Cal\u00e7oene na \u00e9poca, pernambucano, concordou plenamente conosco de que Goiabal n\u00e3o podia ser considerada uma praia, levando em considera\u00e7\u00e3o os conceitos do \u201cao sul do Equador\u201d, e que elas n\u00e3o existiam no Amap\u00e1. Durante o v\u00f4o percebemos tamb\u00e9m que o Amap\u00e1 al\u00e9m da floresta amaz\u00f4nica comporta uma variedade de ecossistemas, todos eles muito bem preservados: mangues, cerrados, campos, al\u00e9m de charcos e alagados que lembram o pantanal. Pol\u00eamicas sobre se existem ou n\u00e3o praias no Amap\u00e1 a parte, esta variedade de ecossistemas faz deste estado e seu povo alegre e acolhedor um lugar exuberante onde o turismo ecol\u00f3gico, cient\u00edfico, de aventura e educacional t\u00eam grande potencial.<\/p>\n<p><object height=\"350\" width=\"425\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0AZVTq_f-zk\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/0AZVTq_f-zk\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" height=\"350\" width=\"425\"><\/embed><\/object><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O litoral do Amap\u00e1 tem quase 700 km de extens\u00e3o e apenas tr\u00eas \u201cpraias\u201d: Fazendinha, Boca do Inferno e Goiabal, segundo o Guia de Praias 4 Rodas. A da Fazendinha fica a 13 km de Macap\u00e1 e \u00e9 considerada praia porque abriga certa infraestrutura de lazer para receber principalmente a popula\u00e7\u00e3o de Macap\u00e1. 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