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Águas verdes em Cedral

admin | 19 de julho de 2007

Cedral

Dali, mais 65 km, e fomos a Cedral visitar outro mestre, este da navegação. Mas Manuel Português, que nos havia guiado pelas Reentrâncias há dez anos atrás não estava, tinha ido levar um barco para Angra dos Reis – RJ. Mesmo assim aproveitamos para registrar, sob um céu azul e leve brisa marinha, as primeiras praias de águas esverdeadas, sinal claro de que nossa viagem pela Amazônia Atlântica estava terminando.

Cedral

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Mestre Belo de Cururupu

admin | 18 de julho de 2007

Mestre Belo

Para ter uma idéia das distâncias percorridas no litoral do Maranhão, foram 280 km de Carutapera até Cururupu, outra cidade típica das Reentrâncias Maranhenses. Ficamos hospedados na pousada do Jorge, um carioca que transformou o antigo casarão da família num aconchegante abrigo para os visitantes. A cidade, que fica no fundo da Baia Cabelo da Velha, além da pesca é conhecida pelos exímios construtores de barcos. Um deles é o Mestre Belo, carpinteiro que já construiu grande número de barcos tanto para a região com também para fora do estado (Rio e São Paulo) e até exterior. No seu estaleiro, onde concluía algumas obras, fez uma pausa para conversarmos. Belo transita entre o título de Mestre e o de Príncipe.

Mestre Belo

Sábio, sereno e seguro poderiam definir o Mestre e, liderança e empreendedorismo, o Príncipe.
Anos e anos de prática, acertos e erros, fizeram com que Mestre Belo hoje trabalhe horas e horas aparentemente “desconectado”. Quando “acorda”, porém, confirma que tudo aquilo que foi feito esta nos conformes.

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Seu Antônio de Carutapera

admin | 15 de julho de 2007

Seu Antônio

Carutapera é uma cidade típica das Reentrâncias Maranhenses. Localizada no fundo de uma baia, suas praias, que sofrem grande influência das imensas marés, só podem ser alcançadas por barcos e em determinadas épocas podem até desaparecer. Hospedados no Hotel da Prefeitura, saímos para conhecer a cidade. Nossa meta era chegar ao Bar do Paulo, o melhor camarão da cidade. No caminho não resistimos e paramos primeiro, na Mercearia Protetora. O proprietário, seu Antônio, foi um dos pioneiros do projeto Jarí, na Amazônia, que com o dinheiro de uma indenização comprou alguns bens como a própria mercearia e um aparelho de som. Longe dos bancos, e desta vida on line de hoje em dia, guardou o restante do dinheiro (papel e moeda) em algumas caixas, esperando o melhor momento para “investir”. Um belo dia seu Antônio vai para a um banco e é informado pelo gerente que o seu dinheiro já não vale nada, tinha passado o prazo de troca. Mostrou-nos então, bolos e bolos de dinheiro, notas de 10, 20, 50, 100 e 1.000 que apesar de “novas” e bem organizadas, já não valiam mais nada. Mesmo assim, bem falante e sorridente, orgulhava-se em mostrar as sua nostálgica relíquia.

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Ainda sobre Belém: Ilha do Mosqueiro

admin | 7 de julho de 2007

Ilha do Mosqueiro

A 45 km de Belém, é conhecida por suas praias de rio. No mês de julho recebe uma quantidade muito grande de turistas devido às férias do meio do ano – férias de verão em Belém. Possui mais de 30 praias dentre elas a do Farol, com bons hotéis e restaurantes.

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Aventura no mar

admin | 6 de julho de 2007

Barco que levava a equipe do Proeto Litoral de Marudá para Algodoal, faz uma pausa para resgatar um barco de pescadores com problemas no motor.

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Algodoal 2007

admin | 5 de julho de 2007

Algodoal

Algodoal até então era conhecida como um destes paraísos perdidos, destas vilas de pescadores com ruas de areia onde não circulam carros e não chega energia elétrica. Já foram assim: Trancoso – BA, Itaúnas – ES, Canoa Quebrada – CE, Trindade – RJ, etc. e o processo de “desenvolvimento” destes paraísos ecológicos que encantaram as pessoas nas décadas de 70, 80 e até 90 geraram discussões acaloradas entre os “contra” e os “a favor” do “progresso”.

Algodoal

A energia elétrica chegou em Algodoal à cerca de dois anos e com certeza a antiga vila de pescadores já não é mais a mesma. Não é a mesma para os românticos que vinham desfrutar das noites estreladas com violão e namoro à beira mar como também para a população nativa que afirma poder ter agora as facilidades de uma geladeira para conservar o peixe, de uma televisão para se distrair e som, muito som, bem alto de preferência, para bailar madrugada adentro…

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Salinas e as marés

admin | 4 de julho de 2007

Conheci Salinas num mês de setembro de 1980 e vi um dos mares mais belos da região. Era uma água verde, morna e límpida, com ondas suaves e constantes. Na segunda vez, durante a caminhada pelo litoral, era mês de março e as águas estavam bastante turvas. Desta vez, final do inverno, período de chuvas, voltamos para dar mais uma conferida. Passamos em Salinas num fim de semana, quase férias de verão na região. Como a maré estava muito baixa vários carros rodavam a praia, como é de costume, assim como outros estavam estacionados com pessoas bebendo, conversando e escutando música. Depois de um belo mergulho no mar fomos tomar nossa cerveja e comer um caranguejo, que por sinal é um dos melhores do Brasil. Conversa vai, conversa vem, a maré começou a subir e nós já com certa experiência de marés colocamos nossa Toyota a salvo, numa duna um pouco mais elevada. Como sempre acontece tem aquele que toma umas a mais e esquece que deixou o carro na praia. Muitas vezes são pessoas vindas do interior, que nunca viram o mar, e com razão, se empolgam. Apesar de serem alertados sobre o fenômeno das marés imensas (de 4 a 6 metros) que sobem rapidamente, temos de compreender que estas pessoas raciocinam em termos de cheias de rios, que acontecem lentamente. Lembrei então uma situação crítica acontecida anos atrás. Na ocasião, apesar do carro não estar tão próximo ao mar, a maré subiu rapidamente e atingiu um veículo deixando-o “pregado” na areia encharcada. Quando o proprietário apavorado se deu conta e quis dar a partida já era tarde. O carro atolou na areia e não houve força que o tirasse de lá. Como estava próximo às barracas, as ondas conseguiram apenas fazer entrar água por baixo, molhando os bancos. Ficaram ali então, o dono e os curiosos, esperando a maré baixar para contabilizar os prejuízos.

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As “Reentrâncias Maranhenses” também são paraenses!

admin | 3 de julho de 2007

Reentrâncias

O último trecho “caminhável” do litoral brasileiro é a vila de Travosa, no extremo oeste dos Lençóis Maranhenses. Dali em diante vamos encontrar as Reentrâncias Maranhenses que, apesar de maranhenses, penetram também em território paraense chegando até a baía de Marajó. Basicamente é um litoral extremamente entrecortado sendo difícil definir onde terminam os rios e começam as baías, assim como os limites destas com o oceano. Outra característica dominante na região são os imensos manguezais, além da extrema variação de marés, uma das maiores do mundo, podendo chegar até oito metros na baía de São Marcos, em São Luís. Estas características fazem com que seja impossível caminhar linearmente neste litoral. Foi por este motivo que no primeiro Projeto Litoral Brasil (1996/97) navegamos pelas Reentrâncias de catamarã com o maior especialista neste tipo de embarcação da região, o Manuel Português. Por receber a influência de grandes rios é normal que estas águas sejam quase sempre turvas, devido à grande quantidade de sedimentos (barro e areia) carregados durante as chuvas. Algodoal, Salinas e Ajuruteua são as três praias do Pará que melhor representam estas características.

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Museu Goeldi – “mina” de cientistas

admin | 1 de julho de 2007

Todas as vezes que vamos à Belém anotamos obrigatoriamente em nossa agenda: Falar com a Joyce! Ela é assessora de comunicação social do Museu Goeldi, uma verdadeira “mina” de cientistas de várias áreas que estudam a Amazônia. Desta vez nosso interesse era a Amazônia Atlântica. Fomos apresentados então à duas pessoas fantásticas, tanto do ponto de vista acadêmico como também humano. Veja aqui o depoimento da geomorfóloga Maria Theresa Prost e do geólogo Amílcar Carvalho Mendes, especialistas no que diz respeito às questões ambientais no litoral que vai do Oiapoque – AP até São Luis – MA.

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Seu Nito do Marajó

admin | 29 de junho de 2007

Somente quando se sobrevoa Marajó é que se sente a grandiosidade da maior ilha fluvio-marinha (rio e mar) do mundo. Saindo do porto de Belém imaginamos, ingênuos, que Marajó é logo ali na frente. Que nada, logo entramos por um canal e já surge outro grande rio, depois mais outro, até que finalmente surge a poderosa Baía de Marajó. A ilha está do outro lado, ainda fora do alcance de nossa visão. Depois de navegar por três horas num dia claro e arejado chegamos ao porto de Camará e dali direto para Soure, a capital informal do Marajó. Caminhando por largas avenidas à sombra de mangueiras centenárias fomos encontrar com o Vazinho, responsável pela RESEX (reserva extrativista) de Soure, que nos falou sobre a luta das comunidades nativas pelo direito à extração sustentada tanto do caranguejo, como do coco e em menor escala da seringueira. Depois nos apresentou ao Nito, pescador artesanal nativo, 64 anos, que nos fez um relato da situação da pesca na região. Segundo Nito, a diminuição do pescado se deve a dois fatores: aumento do consumo e a pesca industrial, com barcos vindos de outras regiões que com suas redes ilegais têm acabado com os peixes, pois pegam os “filhotes”. Enquanto a entrevista corria suas filhas preparavam um verdadeiro banquete que pudemos apreciar junto à sua família. No cardápio; sarda assada, banana e farinha.

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