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Belém, as mangueiras e o Círio

admin | 25 de junho de 2007

Belém é hoje uma cidade de contrastes. No percurso do moderníssimo aeroporto Val-de-Cans em direção ao centro vemos bairros inchados com problemas de saneamento básico, e portanto ambientais, comuns a qualquer grande cidade brasileira.

Belém

Logo, próximo ao porto, imensos prédios de até trinta andares prenunciam o centro histórico onde coabitam a Estação das Docas, o Mercado Ver-o-Peso, o casario da cidade velha e claro, suas ruas perfumadas pelas exóticas frutas amazônicas sombreadas por mangueiras centenárias.

Belém

Conhecer prédios e monumentos em Belém é importante, mas nada se compara à energia de caminhar sobre as sombras das frondosas mangueiras da Avenida Nazaré, aonde durante os festejos da padroeira chegam a caminhar até três milhões de fiéis, num raro espetáculo de fé e devoção.

Tacacá

À tarde, depois da chuva já famosa e pontual, nada como tomar um tacacá (prato típico do Pará: goma, tucupi, jambú e camarão) em frente ao Colégio Nazaré e depois sorvete de fruta típica (graviola, buriti, taperebá, açaí, etc.) na Cairú, a melhor da cidade.

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Oiapoque: uma ilha e um parque

admin | 14 de junho de 2007

Oiapoque

Pela terceira vez no Oiapoque pudemos observar como a cidade havia mudado, e para melhor. Um prefeito bem intencionado, tendo como parceiros instituições como o Sebrae e o IBAMA, faz uma cidade mais dinâmica e consciente, assim como são os exemplos de dona Valéria, seu Francisco e o Marcos.

Ilha do Sol

A ilha

Imagine uma catarinense que vai para Rondônia, conhece um mato-grossense e se casa no Acre, vai para o Oiapoque e mora numa pequena ilha no meio do rio Oiapoque, divisa do Brasil com a Guiana Francesa, onde cabe apenas uma casa e um quintal… este casal existe e ela se chama Valéria e ele Francisco.

Ilha do Sol

A casa parece um barco e a varanda onde as pessoas se reúnem para comer, beber e conversar o convés, onde o terrível Urtiga, o gatinho de estimação do casal, tudo controla. Consideramos os dois os “primeiros brasileiros” encontrados pelo nosso projeto. Eles simbolizaram também para nós a tolerância, já que a Valéria é uma branca descendente de italianos e Francisco um mulato, talvez com sangue negro e índio. Os dois, agora com os filhos já criados vivem depois de 32 anos de casados, uma eterna lua de mel na sua Ilha do Sol.

Casal

A pousada é freqüentada basicamente por europeus (franceses principalmente) e na ilha estão plantadas árvores com raízes longas e fortes que “seguram” a terra, já que a erosão ali é intensa devido à correnteza do rio. Além do exemplo de tolerância, Francisco e Valéria mostram na prática o que estes “primeiros brasileiros” fazem em prol do meio ambiente. Basta dar uma volta pelo quintal e ver sacos com o lixo separado que será levado para ser reciclado.

Marcos

O parque

Marcos é um engenheiro eletrônico de Ituiutaba, cidade do Triângulo Mineiro, que trabalhava na CEMIG e que por puro idealismo veio com a família para o Oiapoque para administrar o PNCO – Parque Nacional do Cabo Orange, uma das unidades de conservação com maior dificuldade de acesso do Brasil. Marcos nos conta: “Essa região possui uma rica diversidade biológica e já desempenhou um destacado papel na história brasileira. Representa, através do seu litoral recoberto de manguezais, um grande berçário para as diversas espécies de peixes e aves, sendo que suas florestas abrigam uma variada flora e fauna, podendo existir espécies ainda desconhecidas”. Agora, com o IBAMA bem estruturado começa de fato um trabalho com as comunidades que interagem com o parque, como por exemplo a Vila de Cunani, último vestígio da República Independente de Cunany, que entre 1883 e 1902 tentou ser independente tanto da França como do Brasil, inclusive possuindo moeda e bandeira próprias. Este trabalho junto às comunidades vai ser fundamental para que o PNCO possa receber turistas do Brasil e do mundo de uma forma que fauna, flora e as próprias comunidades não sejam ameaçadas e descaracterizadas.

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Chuva, lama e solidariedade

admin | 14 de junho de 2007

Atoleiro

Até Calçoene a viagem foi tranqüila mas as surpresas até o Oiapoque, já que o inverno (chuvas) estava vigorando, não iam tardar. Estávamos numa camionete tracionada guiada pelo Dílson, motorista experiente e nosso DJ particular. O repertório ia de Evaldo Braga ao tecno – brega de Belém e Macapá. Logo nos primeiros 30 km nos deparamos com um imenso atoleiro onde uma carreta tanque carregada estava atravessada no meio da pista impedindo a passagem. Carros iam chegando e pessoas se aproximando para “analisar” a situação e claro, cada um dar o seu palpite sobre a situação. Ouve a tentativa de travessia de uma camionete mas também esta ficou presa na lama. O caos e a impotência tomavam conta de todos. Mesmo assim era bonito ver como as pessoas, nessa situação de quase tragédia, se ajudavam, eram solidárias. Eram homens, mulheres e crianças descalços e com os pés cheios de lama tirando paus ou colocando pedras na tentativa de ajudar a família que estava dentro da camionete atolada. Quando caiu uma forte e passageira chuva, como é normal nesta época, oferecemos nossa camionete para uma senhora e suas crianças. Havia também trocas de alimentos como biscoitos, frutas e água. A energia era tão boa que logo chegou um trator que removeu a carreta como se fosse um brinquedo e todos puderam passar e seguir o seu caminho. Entramos no carro embarreados e na certeza de que além de observar e registrar, estávamos também interagindo com os brasileiros.

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A primeira praia do Brasil

admin | 13 de junho de 2007

Equipe

Na ida para o Oiapoque optamos por dormir em Calçoene e visitar a praia do Goiabal, considerada pelo Guia de Praias 4 Rodas como a primeira praia do Brasil na direção norte – sul. Depois de 23 km de estrada de terra por entre a floresta e grandes alagados povoados por búfalos que vez por outra interrompiam a nossa passagem, chegamos ao Goiabal.

Praia do Goiabal

A praia que ainda sofre uma forte influência do rio Amazonas tem águas calmas e barrentas, ficando um pouco mais claras depois de julho (verão). Habitada por uma pequena comunidade de pescadores é freqüentada nos finais de semana, feriados e férias por turistas vindos principalmente de Calçoene e região. Os búfalos, animais exóticos para a maioria dos brasileiros abaixo da linha do Equador agora também estão freqüentando a praia, o que tem deixado muita gente insatisfeita devido as naturais, porém desagradáveis, sujeiras que eles deixam por onde passam. Alô proprietário dos búfalos! Tem espaço para todo mundo!

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Entre pássaros e búfalos

admin | 12 de junho de 2007

Farias

Uma das pessoas que mais entendem da questão ambiental do Amapá é o Farias, secretário estadual da SEMA – Secretaria Estadual do Meio Ambiente. Cursando o quarto ano de medicina abandonou o curso para abraçar a biologia e logo a ornitologia (estudo dos pássaros) no qual é especialista. Farias nos mostrou que o litoral do Amapá tem um divisão bem nítida em termos ambientais. O norte tem o PNCO – Parque Nacional do Cabo Orange, a reserva ecológica do Lago Pirituba e a estação ecológica da Ilha Maracá/Jipioca. Mesmo assim um fato muito curioso, a criação de búfalos tem feito com que o excesso de pisoteio causado por esses grandes animais abram valas que façam com que a água do mar invada áreas extensas e cause a salinização do solo, o que seria um desastre para a fauna e a flora. Na parte sul, nas regiões mais habitadas, os problemas urbanos como o saneamento básico e o destino do lixo, como na maior parte do Brasil, são os mais sérios. Falando sobre sinais de mudança climática, citou o caso de um vendaval, quase um furacão, que devastou um bairro na periferia de Macapá.

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Culinária do amor

admin | 11 de junho de 2007

Restaurante da Flora

Na segunda entramos em contato com Artur Sótão e Alvarenga, grandes amigos do Sebrae – AP que nos apresentaram a Flora, proprietária de um restaurante no Igarapé da Fortaleza, no município de Santana. O local, na beira do rio, serve os melhores peixes e mariscos da região.

Dona Flora

Flora nos contou toda sua história de vida, desde os tempos em que acordava às duas horas da manhã para preparar o peixe assado que vendia na estrada. Além das quatro filhas naturais adotou mais quatro, todas elas estudando e ajudando no restaurante. Sua luta fez valer o Prêmio Mulher Empreendedora – Sebrae. Com os olhos cheios de lágrimas nos contou ainda que seu sonho: ter uma creche…

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Chegando…

admin | 10 de junho de 2007

Macapá

Como o inverno (época das chuvas) não havia terminado no Amapá, optamos por deixar o carro em Belém e chegar a Macapá de avião. A cidade, que é cortada pela linha do Equador, é traçada por amplas avenidas arborizadas, um verdadeiro convite para uma caminhada. Logo saímos do hotel Marabaixo (marabaixo é o ritmo típico do Amapá) em direção à orla do rio Amazonas onde fomos contemplados, depois de uma chuva forte e ligeira, por um belo arco-íris, bom prenúncio pra o projeto que estava apenas começando. Passando a Fortaleza de São José de Macapá (1782), construção portuguesa levantada com mãos escravas, chegamos na orla de Santa Inês onde pudemos saborear um bom peixe de rio acompanhado por uma cerveja bem gelada na morna tarde equatorial de Macapá.

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